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A mostrar mensagens de 2011

"Quase"

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“Quase”…

… no desfiar dos dias, momento que nos pode separar do tudo ou do nada!

… sob a ditadura do relógio, instante que une o antes e o depois e torna presente ou ausente o agora!

… em luta pela afirmação da pessoa, impulso que permite ou impede de escolher e, então… então ser ou não ser!

… na aventura da vida, lapso de espaço ou de tempo que resiste entre sermos participantes ou meros espectadores do movimento nesse espaço e do devir desse tempo!

“Quase”… no limiar do risco, o risco de ser ou… “apenas” viver!…

A foto, “Lost in time” é da Joana (http://olhares.aeiou.pt/lost_in_time_foto1679532.html)

Estrelas de Outono

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Folhas secas e amarelas
A cair, leves, no chão,
Trazem segredos que o Verão
Contou, de ti, às estrelas
Quando, amor, no meio delas
Brilhavas e teu clarão
Lhes dava a doce ilusão
De serem flores, das mais belas! De teu sorriso, a alegria,
De teu olhar a esperança
Que ao peito dá confiança
E à noite a luz, que nem dia
Elas me falam; mas, fria,
A aragem do vento dança
E, humedecendo a lembrança,
Lhes torna a vida sombria! E as saudades do luar
De Agosto, nas noites claras,
Das praias que iluminaras
Com teus olhos cor de mar,
Já só lhes deixam sonhar
Que as alegrias, tão caras
E, agora, mais e mais raras,
Desse tempo hão-de voltar! Foto: Google Imagens

Sob o frio vento norte

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Sob o frio vento norte,
Pelo montado, à tardinha,
Te encontrei e, amada minha,
Abrigado em teu regaço,
Ultrapassei meu cansaço
E, aos céus, louvei por tal sorte! Foto de Olhares da Gui (http://olhares.aeiou.pt/foto1447819.html

Assim... Assim...

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Em tempo de ser Que não sente Ou espera, assim O presente Ausente Brinca: assim!
Neve que se esvai Persistindo Muito alva, assim Ao calor Derrete, Finge: assim!
Lágrimas de dor Da partida Dolorosa, assim Nossa vida Amada Teima: assim!
Assim, assim Persiste na essência, Sente a natureza!
Assim, assim Rouba, da alegria, Doce canto à vida!
Foto "Conjuntos", de Quicas, pelos jardins da Gulbenkian - Lisboa http://olhares.aeiou.pt/conjuntos_foto4326790.html

No sono da Lua

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No sono da Lua Quando, em longas e escuras noites, aturdido pelo sono da Lua, a fragilidade arrepia meu corpo, vale-me a coragem de acreditar que o amanhã poderá ser fonte de renovada esperança!... Penso na Lua ausente que, em seu enigmático despertar, sempre persiste, vencendo as fases que a apagam no firmamento ou as nuvens que a escondem dos humanos olhares. Amiga, ela sempre volta, nas noites de luar, brilhante, bem cheia da luz roubada ao astro-rei, em viagem pelo outro hemisfério, a iluminar os corações apaixonados, encantando-lhes os sonhos! Perdidos nesses encantos, os amantes, enlevados, já não querem voltar a acordar!... Como eles, embalado no mesmo aconchego, também eu me esqueço do tempo, se é noite, se é dia… pressinto eternidade!... Foto da net

No teu aniversário...

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Contigo, eu vivo Quaisquer dias, longe
De ti, meu amor,
Tão longos, são tempo
De dor e saudade! Nossos beijos doces,
Sempre que regressas,
Sedentos, são gritos
De louca alegria! Nossos corpos quentes,
Quando nos unimos
No amor, enlaçados,
São hinos à vida! Mente a vida, mente,
Cada vez que os dias
Te levam de mim
Deixando-me…vivo! Foto tirada pela Joana, em Santiago de Compostela.

Ondas do meu mar (menção honrosa em concurso de poesia)

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Bravias, mansas, delírios de amor Em peito ufano, feliz do encanto, São melodias salgadas, de espanto, Suaves salpicos de calma, ao calor.
Não são jardins, mal conhecem flor, Inventam asas, perdem-se no encanto Do vento norte, com seu triste pranto E sobre a areia espraiam seu fragor.
Vivem da força, invisível, do vento, Bebem, da lua, certeiras medidas E, ao sol, escrevem reflexos brilhantes.
Nos dias longos não sentem que o tempo Corre, sem parar, enlaçando vidas, Casais jurando-se eternos amantes.
Foto da Joana (http://olhares.aeiou.pt/juaninha8)
Este soneto mereceu uma Menção Honrosa no Concurso "A poesia ao encontro do tempo", organizado pelo Centro de Cultura de Campos.



Encontro

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Na tua saia de pregas Azul, de linho tecida, Entrevi todo o encanto, Que teus cabelos, um dia, Me desvelaram, no espanto De um olhar de céu aberto Ah, doce e terna magia, Que à noite escura alumia!
Tua blusa branca, suave Da seda que à pele vestia Nunca esconderia a graça Do leve andar e a beleza Do sorriso que teu rosto, Iluminado de sonhos, De amor, sol e fantasia Aos meus olhos prometia!
Do verde, o brilho roubavas Me enchendo o peito de esperança. À lua, a vida ensinavas E, até mesmo à Primavera, Seus botões abrindo em flores Nos jardins, incendiados Por teu olhar e calor, Renovavas o fulgor!
Poderia ter morrido Ali mesmo nesse dia Certo que a vida, entretanto, Nada mais podia dar-me Tal que de ti me esquecesse! Te encontrei e, feito escravo De teu amor, na verdade Renasci, que felicidade!
Foto: Google Imagens 

Pirilampo

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No susto de um momento perdido – atirado, porventura, ao vento distraído – deu um pulo do seu tamanho e ali ficou, mudo e quieto, a pensar com seus botões fosforescentes: agora já não vou a tempo de espreitar o futuro, tão lesto deslizou o presente!
E… despertou para a promessa de um infinito ali mesmo à mão, paciente, pressentido…!

O cão da praia

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Da varanda do apartamento, em longo e reconfortante espreguiçar matinal, entrevia-se a cor da bandeira no areal: estava pintada de verde – podia-se nadar, as águas estariam mansas, na maré baixa – contradizendo-se naquela manhã de verão pois, qual nortada das costas do norte do país, o vento a arrepiava, soprando os veraneantes para longe do mar, ao abrigo de desagradáveis banhos de areia. A ordem era para aguardar que o dia crescesse e, mais maduro, trouxesse a calma prometida na véspera. Então, acessórios a tiracolo, seria hora de invadir as areias macias e quietas, passada a ventania!
Não fora esse incómodo temporário, a rotina de veraneio teria seguido seu curso, impávido e pontual: o passeio a pé à beira mar, de mão dada, serpenteando entre as ondas para habituar o corpo à temperatura da água, os encontros e “olás” mais ou menos demorados com conhecidos de férias, os primeiros mergulhos na volta e, finalmente, a hora do banho a sério. Era o desafio da natação, exercício para recupe…

Olhares que gritam

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Os silêncios só incomodam quando, ruidosos, abafam o que deve ser dito… fora isso, são tão importantes como quaisquer sons!
Serão pausas, às vezes e outras – ai, tantas! – momentos de partilha do que não se consegue dizer por palavras e, então, se grita num olhar…!
Foto: “Um olhar…” de Ju (http://olhares.aeiou.pt/juaninha8)

A minha estrela

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Oh bela estrela que, doce, me guia Em breves passos, caminho adiante, És luz que brilha, por todo o meu dia E não se apaga, na noite, um instante!
O sol raiando para mim, não via Pois, de meus olhos, estavas distante; Mas eis, te vi, nesta vida, antes fria, Um novo calor emergiu, vibrante!
Que sei da vida, pois se me esvazia Sentindo, embora, um viver mais constante? Não sei da noite pois só vejo dia!
Cantar, quisera mas, não sei que cante Tal que traduza, qual sinto, a alegria: Meus pobres versos não dizem bastante!
Foto: Google Imagens

Saudade

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De que me serve esta vida Longe de ti, meu amor, Se alegrar-me gera a dor, Se sorrir me faz ferida?
De que me serve, num grito, Chamar por ti, com ardor, Se não tenho o teu calor, Se não vens valer-me, aflito?
De que me serve a saudade E as chagas de seus espinhos: A tristeza, a solidão?
Como sentir felicidade Se não tenho teus carinhos E é longe o teu coração?
Foto: “Esticão”, de Gui Oliveira (http://olhares.sapo.pt/esticao-foto1955774.html)
Amigos Vou estar ausente por alguns dias, perdoem não vos visitar com assiduidade. Deixo-vos com um dos primeiros sonetos que escrevi, em 1974. Até Julho!

mensagem do pai

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Mensagem do pai
Vi pousar uma andorinha Manhã cedo na janela Para saber ao que vinha Logo quis falar com ela.
Presa nas asas, com linha, Segurava linda vela Brilhante, da luz que tinha Acesa, como uma estrela!
Não falava, a pobrezinha Mas, de uma forma tão bela, Saltitando, sorte a minha, Deixou mensagem singela:
Teu pai querido, até vinha Beijar-te a face e aquecê-la, Agora ou logo à tardinha, Tão fria, aqui, à janela.
Mandou-te, enfim, a andorinha, Estas letras e esta vela P'ra, de manhã à noitinha, De amor, acesa mantê-la!
Joaquim do Carmo

a enxertia

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- Avô, avô, está a chegar a Primavera – gritava, quinteiro adentro, até parar, quase sem respiração, encostado à banca de trabalho, junto à parede forrada de ferramentas!

Nas primeiras vezes, o Ti Manel Afonso até se assustara com estas entradas de rompante do neto, sem pré-aviso, pelas calmas tardes domingueiras. Depressa, porém, essas tardes já não eram as mesmas quando, por algum motivo, ele não podia vir animar, com as suas perguntas intermináveis, as horas em que, com teimosa habilidade, se entretinha a dar largas à sua criatividade, entre semanas de intensa labuta.

Fora numa dessas tardes que, pela janela do barracão anexo ao quintal da casa, o Tomás reparara na pereira carregada de enormes peras, qual delas a maior, vergando sob o seu peso os ramos já cansados.

- Para que são aqueles paus, avô?

Por baixo de alguns dos ramos mais carregados, o Ti Manel Afonso colocara estacas resistentes, para impedir que se partissem, arrastando na queda os frutos ainda imaturos, com risco de …

aparição

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na penumbra se vivem reflexos de esperança, em pausa de incerteza!
entre raios estelares, prenúncio de alva beleza, gritos doridos, cânticos, adoração e prece!
e, de uma voz doce, celestial, melodiosa, um chamamento de amor: “dizei a todos que venham também…”!
e vieram… com fé, e voltam… em paz, procurando... o tal amor!
Imagem da Net

Mãezinha

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Os teus olhos, ó mãezinha, São brilhantes, mais que o céu! Quanta inveja o Sol sustenta Num olhar teu!
As tuas mãos, ó mãezinha, São ternura e dão calor! Se me embalas, em teu peito Respiro amor!
Teu sorriso, ó mãezinha, Minha vida ilumina! Meu caminho, junto a ti É doce sina!
Os meus versos, ó mãezinha, São amor, mais que trovar! Sou feliz por ter-te minha E a ti cantar:
Mãezinha, ó meu amor! Mãezinha, dom do Senhor! Fica comigo por toda a vida!
Reedição
Foto: Google Imagens

Soltaram-se as asas

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Deambulavas pelo campo, em tarde chuvosa, melancólico e apreensivo, ansiando primaveras há muito prometidas. Entre os pingos da chuva, qual melodia distante e saudosa, borbulhavam sons familiares, entre-cortados de palavras sentidas, sofridas, caladas.

Passando junto do campanário da velha igreja da aldeia, catavas lá no alto ventos de outras eras, de outros povos, de outros cantos do universo, asas presas na distância, outras paragens, quiçá inventadas, sem dúvida sonhadas, pressentidas.

Nessas longas caminhadas, imerso nas mais estranhas divagações, surpreendias-te aterrorizado no meio de um capim já quase familiar, sobrevivendo, nem sabias como, à mais terrível das emboscadas, vinte e um anos, quase imberbes, suspensos de um golpe de sorte – “ainda” não tinha chegado a tua vez: talvez estivesse já ali, ao findar de um mês demasiado próximo, a menos que te aventurasses “a salto” além da fronteira.

Tudo adiado, tudo em jogo, talvez! Futuro… que futuro?! “Um dia de cada vez” era a fr…

Em mim teus beijos

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Em mim, teus beijos
Ó meiga flor,
Suave doçura,
São, de desejos,
Eterno amor,
Qual fonte pura!

Em mim teus beijos
Sabor a sal
Sabor a mar
Ternos ensejos
Loucura tal
Qual palpitar!

Em mim teus beijos
Demais Maria
Demais formosa
Soam solfejos
De melodia
Com cheiro a rosa!

Dos meus "Versos de cor"
Foto Google Imagens

Senhora da Guia

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Ao pé das ondas do mar Ondulantes, cristalinas, Abertas de par em par Estão tuas portas salinas!
Em teus altares, a rezar, Pedindo graças divinas, Teus fiéis, do marear Repousam mágoas e sinas.
Luzes de velas no altar, Andores em roupagens finas, Enfeites de jardinar, De navegar, as bolinas.
E da Senhora, no ar Pendem, calmas e ladinas, Estrelas que cegam o olhar Destas almas pequeninas.
Tão marcadas de penar, Saudosas de ser meninas, Entoam doce cantar Fortes mulheres, as varinas.
Aqui sentem seu solar, Aqui vêm, das esquinas, Saber o que é amar, E tornar-se peregrinas!

Fotos de Ju Oliveira

A cor da Primavera

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no meu jardim imaginário as flores …todas não querem ter cor!
no meu jardim sonhado as flores … sempre nascem coloridas!
nesse jardim imaginário… nesse jardim sonhado… nesse jardim, que não tenho:
nascem flores, coloridas … todos os dias, só com um sorriso!
no meu jardim!...
(Dos meus "Versos de Cor")


"Quando tornar a vir a Primavera
Quando tornar a vir a Primavera Talvez já não me encontre no mundo. Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente Para poder supor que ela choraria, Vendo que perdera o seu único amigo. Mas a Primavera nem sequer é uma cousa: É uma maneira de dizer. Nem mesmo as flores tornam, ou as folhas verdes. Há novas flores, novas folhas verdes. Há outros dias suaves. Nada torna, nada se repete, porque tudo é real. "
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa
Fotos: Google Imagens

Pai, SEMPRE!

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Num sorriso
Meigo,
Amanhãs de esperança!


Num abraço
Longo,
Infindável presença!


Num gesto
Firme,
Certeza de vitória!


Na minha vida
Tu,
Sempre, saudoso PAI!
Foto: Google Imagens

À MELHOR GATA DO MUNDO!!!

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Hoje ficamos mais pobres:
a “Guida” deixou de ronronar...
em todos nós,
ficou uma saudade sem fim!

"A melhor gata do mundo!!! companheira de uma vida, a lifetime worth of happy, tender moments i'll never forget. 16 anos depois dormes como mereces, a minha bebé, a minha princesa que para sempre vou guardar como minha, como meu tesouro. :' para quem a conheceu era bera, mas para mim sempre um docinho... obrigada Guidinha, por toda a companhia... " (Joana)

"Há momentos que não se esquecem. Uns bons, outros maus. Este é um dia que me marca para sempre. Não sou a mesma pessoa que era ontem. Este dia mudou-me, para sempre. E para sempre farás parte de mim. Sempre nos momentos bons! E mesmo nos momentos maus, foste presença constante e assim o serás... Nunca te vou esquecer... Eterno ronronar meu... ♥ " (Joana)

"Entraste de rompante na minha curta existência há 16 anos…" (Joana)

"O teu ronronar… ai o teu ronronar… bem no meu pescoço, no meu colo, c…

mulher

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Mãe, amante, companheira...
Eterna Primavera
Vida, amor, encanto...
Esperança repetida
Promessa de eternidade...
Ternura
Dedicação, sabedoria...
Mulher: RAINHA!
Dos meus "Versos de Cor"



"O HOMEM E A MULHER
O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence; as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.
O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito, admira-se o inefável.
A aspiração do h…

Dona de meus sonhos

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Teu corpo lindo, de flores doce leito,
Meu ser embala em gestos de ternura,
Perfuma, abrasa e leva à loucura
O meu desejo, de ti, escravo feito!


Qual fogo ardendo, de amar, o teu jeito
É canto meigo, alento na amargura,
É doce esperança apagando a lonjura,
É suavidade, tormento desfeito.


É grito alegre, deleite, frescura
Que acalma as dores de sonho desfeito:
Com teu sorriso, todo o mal tem cura!


Possam meus versos louvar-te, a preceito,
Por tais encantos e então, que ventura,
Sonhar-te, sempre, guardada em meu peito!


Foto: Google Imagens

Tragédia no Rio de Janeiro - "Pray"

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Aqui lembro, neste Domingo, com várias versões em fundo, a letra da canção de Justin Bieber "Pray": ao abrir os olhos, após uma sentida oração, gostaria de não ver mais tragédias, injustiças, fome, guerra... tantas crianças inocentes a sofrer!..


Em homenagem às vítimas da tragédia recente no Rio de Janeiro, a que se referem as imagens, obtidas na net, convido-vos a "REZAR":

Tradução livre da letra da canção "Pray", de Justin Bieber:

Ohh Ohh Ohh .. /E eu rezo

Eu não consigo dormir esta noite/Sabendo que as coisas não estão certas/Está nos jornais, /está na TV, /está em todo lugar que eu vá/As crianças estão chorando /Os soldados estão morrendo /Algumas pessoas não têm um lar /Mas eu sei que há sol /por detrás da chuva /Eu sei que há bons tempos /por detrás dessa dor, /Ei! /Você pode dizer-me como /posso fazer uma mudança?


Eu fecho meus olhos e posso /ver um dia melhor /Eu fecho meus olhos e rezo, /ooh /Eu fecho meus olhos e posso /ver um dia melhor /Eu fe…

Eugénio de Andrade - "As palavras"

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São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
___________________

O poeta Eugénio de Andrade morreu a 13 de Junho de 2005, no Porto, aos 82 anos, vítima de doença prolongada.

O poeta morreu às 03h30, em sua casa, no Porto. Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de Janeiro de 1923 na Póvoa de Atalaia, Fundão, região da Beira Baixa, fixando-se em Lisboa em 1932 com a mãe.

Viveu no Porto desde 1950, onde criou a fundação com o seu nome.

A sua obra poética e em prosa foi já inúmeras vezes premiada e está traduzida para alemão, asturiano, castelhano, catalão, chinês, francês, italiano, inglês, jugoslavo e russo.

Fotos: Imagens Google

A cor dos teus olhos

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Pelo entardecer,
o azul do céu ganha mais cor...
É belo, o pôr-do-sol mas, muito mais belo o verde dos teus olhos, de manhãzinha, ao acordar, meu amor!
Dos meus "Versos de Cor"
Foto: Imagens Google (editada)

Ricardo Calmon

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Este amigo está a passar um momento difícil!

Peço a todos que, da forma que melhor entenderem, se lembrem dele!


"PREPARATORIUM ORATORIUM

SENHOR, EM PRECE ESSA, AO NIRVANA ESTOU, DE DADAS MÃOS COM JÚLIO, QUE AQUI HABITA, ALÉM DE GRENÁS PAPOULAS E A SAUDADE TODA DEL MONDO,SOLEDADE TAMBÉM UM ARCO ÍRIS MANDOU,ALÉM DE MISSÃO ESSA,AQUI VIM,MEU AMIGO ,PARA QUE ME DÊ CORAGEM E FORÇA,EM TRILHA ESSA QUE ADENTRAR TENHO, PARA QUE UM DIA,ASSIM POSSA NA ATLANTICA MATA,voltar a ME BANHAR,COM AS ÁGUAS DE DEUS. (...)
AMEN!
VIVER É SIM, PURA MAGIA"

Grande abraço, amigo! Rápida recuperação!
http://viverpuramagia.blogspot.com/

Homenagem-a-MALANGATANA

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Faleceu Malangatana! VIVA MALANGATANA!

Para o escritor moçambicano Mia Couto, "é uma notícia muito, muito triste. Moçambique teve em Malangatana uma espécie de embaixador permanente da cultura pela projecção que deu ao país. Moçambique é hoje mais e melhor conhecido em grande parte pela obra do Malangatana".


(in JN.SAPO.PT)

Valente MALANGATANA, 1936-2011

O artista mais conhecido de Moçambique, o carismático Malangatana Ngwenya foi nomeado Artista UNESCO para a Paz em 1997.

Malangatana nasceu em 1936 em Matalana, sul de Moçambique. Os seus primeiros anos de vida foram passados em Escolas de Missões e ajudando a sua mãe no trabalho no campo.

Com doze anos, Malangatana muda-se para Maputo (então Lourenço Marques) para procurar trabalho e em 1953 começa a trabalhar no Clube de Ténis como 'apanha-bolas'. Este trabalho permitiu-lhe continuar a estudar, frequentando as aulas à noite. Foi nesta altura que o seu talento começou a ser notado. Augusto Cabral, membro do Clube de …

DIA MUNDIAL DA PAZ

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"Ode à Paz
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza, Pelas aves que voam no olhar de uma criança, Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza, Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança, Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia, Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos, Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria, Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes, Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos, Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes, Pelos aromas maduros de suaves outonos, Pela futura manhã dos grandes transparentes, Pelas entranhas maternas e fecundas da terra, Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra, Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna, Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz. Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira, Com o teu esconjuro da bomba e do algoz, Abre as portas da História, deixa passar a Vida!"
Natália Correia, i…