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A mostrar mensagens de Agosto, 2011

Pirilampo

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No susto de um momento perdido – atirado, porventura, ao vento distraído – deu um pulo do seu tamanho e ali ficou, mudo e quieto, a pensar com seus botões fosforescentes: agora já não vou a tempo de espreitar o futuro, tão lesto deslizou o presente!
E… despertou para a promessa de um infinito ali mesmo à mão, paciente, pressentido…!

O cão da praia

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Da varanda do apartamento, em longo e reconfortante espreguiçar matinal, entrevia-se a cor da bandeira no areal: estava pintada de verde – podia-se nadar, as águas estariam mansas, na maré baixa – contradizendo-se naquela manhã de verão pois, qual nortada das costas do norte do país, o vento a arrepiava, soprando os veraneantes para longe do mar, ao abrigo de desagradáveis banhos de areia. A ordem era para aguardar que o dia crescesse e, mais maduro, trouxesse a calma prometida na véspera. Então, acessórios a tiracolo, seria hora de invadir as areias macias e quietas, passada a ventania!
Não fora esse incómodo temporário, a rotina de veraneio teria seguido seu curso, impávido e pontual: o passeio a pé à beira mar, de mão dada, serpenteando entre as ondas para habituar o corpo à temperatura da água, os encontros e “olás” mais ou menos demorados com conhecidos de férias, os primeiros mergulhos na volta e, finalmente, a hora do banho a sério. Era o desafio da natação, exercício para recupe…