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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

Assim... Assim...

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Em tempo de ser Que não sente Ou espera, assim O presente Ausente Brinca: assim!
Neve que se esvai Persistindo Muito alva, assim Ao calor Derrete, Finge: assim!
Lágrimas de dor Da partida Dolorosa, assim Nossa vida Amada Teima: assim!
Assim, assim Persiste na essência, Sente a natureza!
Assim, assim Rouba, da alegria, Doce canto à vida!
Foto "Conjuntos", de Quicas, pelos jardins da Gulbenkian - Lisboa http://olhares.aeiou.pt/conjuntos_foto4326790.html

No sono da Lua

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No sono da Lua Quando, em longas e escuras noites, aturdido pelo sono da Lua, a fragilidade arrepia meu corpo, vale-me a coragem de acreditar que o amanhã poderá ser fonte de renovada esperança!... Penso na Lua ausente que, em seu enigmático despertar, sempre persiste, vencendo as fases que a apagam no firmamento ou as nuvens que a escondem dos humanos olhares. Amiga, ela sempre volta, nas noites de luar, brilhante, bem cheia da luz roubada ao astro-rei, em viagem pelo outro hemisfério, a iluminar os corações apaixonados, encantando-lhes os sonhos! Perdidos nesses encantos, os amantes, enlevados, já não querem voltar a acordar!... Como eles, embalado no mesmo aconchego, também eu me esqueço do tempo, se é noite, se é dia… pressinto eternidade!... Foto da net

No teu aniversário...

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Contigo, eu vivo Quaisquer dias, longe
De ti, meu amor,
Tão longos, são tempo
De dor e saudade! Nossos beijos doces,
Sempre que regressas,
Sedentos, são gritos
De louca alegria! Nossos corpos quentes,
Quando nos unimos
No amor, enlaçados,
São hinos à vida! Mente a vida, mente,
Cada vez que os dias
Te levam de mim
Deixando-me…vivo! Foto tirada pela Joana, em Santiago de Compostela.

Ondas do meu mar (menção honrosa em concurso de poesia)

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Bravias, mansas, delírios de amor Em peito ufano, feliz do encanto, São melodias salgadas, de espanto, Suaves salpicos de calma, ao calor.
Não são jardins, mal conhecem flor, Inventam asas, perdem-se no encanto Do vento norte, com seu triste pranto E sobre a areia espraiam seu fragor.
Vivem da força, invisível, do vento, Bebem, da lua, certeiras medidas E, ao sol, escrevem reflexos brilhantes.
Nos dias longos não sentem que o tempo Corre, sem parar, enlaçando vidas, Casais jurando-se eternos amantes.
Foto da Joana (http://olhares.aeiou.pt/juaninha8)
Este soneto mereceu uma Menção Honrosa no Concurso "A poesia ao encontro do tempo", organizado pelo Centro de Cultura de Campos.



Encontro

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Na tua saia de pregas Azul, de linho tecida, Entrevi todo o encanto, Que teus cabelos, um dia, Me desvelaram, no espanto De um olhar de céu aberto Ah, doce e terna magia, Que à noite escura alumia!
Tua blusa branca, suave Da seda que à pele vestia Nunca esconderia a graça Do leve andar e a beleza Do sorriso que teu rosto, Iluminado de sonhos, De amor, sol e fantasia Aos meus olhos prometia!
Do verde, o brilho roubavas Me enchendo o peito de esperança. À lua, a vida ensinavas E, até mesmo à Primavera, Seus botões abrindo em flores Nos jardins, incendiados Por teu olhar e calor, Renovavas o fulgor!
Poderia ter morrido Ali mesmo nesse dia Certo que a vida, entretanto, Nada mais podia dar-me Tal que de ti me esquecesse! Te encontrei e, feito escravo De teu amor, na verdade Renasci, que felicidade!
Foto: Google Imagens