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A mostrar mensagens de 2013

O Menino vem!

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O Menino vem... sempre, ano após ano, dia após dia, apesar de tantas vezes, demasiadas vezes, vivermos afastando-nos d'Ele, negando-O repetidamente!
Mas vem e, porque é cheio de misericórdia, continuará a vir, para todos e, especialmente, para todos os de boa vontade!
Sejamos desses para, em verdade, podermos celebrar o Natal em paz, com alegria, tornando-nos, como Ele, pequeninos!


FESTAS FELIZES para todos e o meu sincero agradecimento aos amigos que aqui voltaram já, neste recomeço, deixando seus comentários e votos de boas festas!

Sobressalto

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(...) Passeavas-te, desapercebida, num rumo feito de imprevistos e surpresas, umas agradáveis, outras difíceis e indesejáveis. Enfunavas teus vestidos ao vento, soltos e atrevidos, quais velas enfrentando o desconhecido, em viagem sem começo e sem fim programado, ao sabor da corrente. Não davas pelo tempo, eras toda movimento e no baloiço das ondas desafiavas o destino, sem medo nem ansiedades controladas! No horizonte desdobravam-se reflexos coloridos, desafiantes, atraentes, convidativos…
De repente, como se batida por inusitada ventania, despertaste para a tua solidão, navegando uma dúvida impertinente e dolorosa: fora sonho ou pesadelo? (...) © Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (excerto de texto - a publicar)
© Foto: "Ragging Waters" de Joana do Carmo

O Grão de Areia

era uma vez um ínfimo grão de areia
um daqueles triliões e triliões que, por ali, na fronteira entre terra e mar, se unem qual tapete dourado, jogando às escondidas com o sol, a espuma das águas salgadas, os recantos mais íntimos de enlaçados, descuidados amantes, os castelos que inocentes mãos deixam ao tempo, espelho vivo de contos, histórias de sereias e fadas jamais sonhados...
um daqueles que, qual exército alinhado com o pó, em dura argamassa, enforma casas, estradas ou templos das belas cidades, criações do homem inquieto...
um daqueles que, cavados na costa pelas ondas, ora suaves, ora turbulentas, se deixam embalar no seu vaivém constante, indecisos entre terra e mar...
um desses triliões e triliões prendeu-se de amores pelo vento e, embriagado com a sua leveza, deixou-se levar, ar adentro, numa infinda viagem, quiçá a mais bela, mais longa e misteriosa, buscando a liberdade!...

Joaquim do Carmo
in "Amanhecer pelo fim da tarde",
Lua de Marfim Editora, Abril de 2013




FESTAS FELIZES!

De volta ao Blogger, amigos, hoje para vos desejar FESTAS FELIZES!

Retrato

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Pensamentos se cruzam:
- encontro?!

Silêncios,
ausência presente,
convergência…

um ponto
rubro,
vivo,

no peito!…

Sim!

Joaquim do Carmo, 02/08/2013 (a publicar)
© (direitos reservados)
Foto Fabien Queloz Photography

Irmão, quem?

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Na noite escura,
quanto sofrimento e dor
se esconde que, a Lua, débil,
envolta na nuvem
espessa,
veloz, do vento
forte, assobiando,
a luz não dá
à terra… silenciosa.

Mas, no silêncio, até,
na treva também,
do sofrimento, a voz,
a fúria dos ventos não cala:
e eu oiço!

Está na curva da estrada,
no meio do monte,
além, talvez: é longe, mas é!

É um rosto
cujos olhos choram!…
É um braço
cuja mão estende!…
É um Irmão
que amor a ti pede!

Mas como?!
Eu… dar amor a esse
também,
desconhecido,
de mim nunca visto
mais doente e pobre?!…

Pois, sim: a esse
e, ainda, àquele,
ao outro, igualmente!

Pensa bem: eles são
(não vês tu, porém?!)
Jesus, Jesus Cristo,
a quem dizes:
AMO!…

Joaquim do Carmo (a publicar)
© (direitos reservados)
Foto “http://www.esquerda.net/artigo/portugal-é-o-nono-país-mais-pobre-da-ue”

Um “mar” de lembranças

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Crónicas de verão

- Um “mar” de lembranças

Impávida e serena, a praia resistia na contemplação do horizonte sempre se renovando! Cada manhã, ansiosa da luz prometida de véspera, deixava-se embalar nas ondas refrescantes, retemperadoras após o calor do estio, horas e horas escaldando as areias até às dunas, berço de chorões pacientes, persistentes.
Ali bem perto, escassos, escondidos entre prédios frequentes, alguns jardins tentavam enganar a canícula e, entre tapetes de relva bem tratada, abrigavam frágeis flores que, já longe a Primavera, decoravam a paisagem e perfumavam o ar do Verão abrasador.
A marginal parecia adormecida, saboreando ainda, na ressaca de mais uma refrega com veraneantes sôfregos de sol e água salgada, a calma deixada pelo último pôr-do-sol, tons laranja se reflectindo até onde a vista alcançava, promessa de mais um dia de calor!
No passadiço – moderna investida na imensidão do areal – onde serenos caminhantes haviam desfilado sob a brisa refrescante, procurando rete…

Entre linhas, entre sonhos...

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Passeei minhas letras, alegre, ao acaso
Nas ruas que os seus olhos doces iluminam,
Brinquei com as palavras já fora de prazo,
Sem sucesso, tentei saber o que me ensinam!

A sonhei primavera, flor cheirosa e pura
De cores tão brilhantes que meus olhos fascinam!
Bebi, de seus beijos, a indelével doçura,
Senti, quão suaves, mãos que me acariciam!

Descansei meus dedos, após tal caminhada,
Pelos seus cabelos soltos, livres, ao vento,
Incansáveis viajantes na infinda jornada,
Firmes sentinelas junto ao seu pensamento!

Sorri desperto à lua, sempre vigilante,
Fiel testemunha do nosso eterno amor
E, por entre as estrelas, caminho adiante,
Pressenti, assustado, pressuroso alvor!

Bem quis então ficar, qual amante perdido
Rendido às carícias da amada, eternamente
Nessa louca viagem, roteiro fingido
Que hoje, amargos dias, a vida só desmente;

Aprender, da verdade, pelas entrelinhas,
As palavras certas, com sílabas perfeitas,
P’ra poder descrever tais momentos, as minhas
Emoções e alegrias, sem dor…

DIA DA MÃE

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Cartas de amor

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Eis o meu livro, para quem ainda não conhece! Tem o preço de capa de €10,00 (dez euros, apenas!)
Se pretender adquiri-lo, tem várias possibilidades:
1 - Contacte-me por email (carmo.joaquim@gmail.com), para combinarmos os detalhes da transacção.
2 - Contacte a Lua de Marfim Editora através do respectivo email: luademarfimeditora@gmail.com
3 - No blogue da Lua de Marfim Editora consulte as livrarias, pelo país, onde são vendidos os livros com a respectiva chancela:
http://luademarfimeditora.blogspot.pt/p/catalogo.html
4 - Consulte a WOOK, através deste link:http://www.wook.pt/ficha/amanhecer-pelo-fim-da-tarde/a/id/14884588
5- Consulte o site Bertrand livreiros através deste link: http://www.bertrand.pt/ficha/amanhecer-pelo-fim-da-tarde?id=14884588

Obrigado!

25 DE ABRIL, SEMPRE!

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25 DE ABRIL, SEMPRE! Do meu livro "Amanhecer pelo fim da tarde", um poema de esperança, apesar de tudo!
DIA DE PORTUGAL
outros mares navegados já, porventura, conhecidos mas, a descobrir: porque outros, porque estranhos, porque de outros, não nossos!
outros tempos, hoje ou amanhã, decerto incertos mas, a viver: porque novos, porque desafios, porque nossos, se quisermos!
outros homens, outros sonhos, outras lutas:
o mesmo Portugal, o de sempre! 

“Amanhecer pelo fim da tarde”

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Lançamento do meu livro “Amanhecer pelo fim da tarde”, dia 13 de Abril de 2013, em Lisboa.
Ainda em Abril, em data e local a anunciar, espero fazer uma apresentação em Braga. Mais adiante, Porto ou Gaia!




Ver CONVITE

Ecos

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De mim inseparável Em momentos de verdade, De paragens que renovam o tempo do “eu”, Em mágicas viagens A recônditos espaços do universo, Que alongam os segundos do hoje Ou se propagam, Quais ecos de amanhãs talvez já vividos, Fonte inesgotável de energia e vivacidade, Íntimo da relação entre mim e eu-mesmo, Tão íntima quanto aberta ao outro, Na partilha de emoções…
Tu, silêncio, falas de mim, por mim, connosco, Em cada poema-feito-grito-tempo-vida!
Como dizes meu sentir… Onde calas meus segredos… Quando cantas meus lamentos…
A ti, poesia… … pressinto a soletrar meus silêncios!
Joaquim do Carmo (a publicar) © (direitos reservados) Foto “Macro Jeans”, de Joana Do Carmo

(intervalos)

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Pasmado é o tempo, inquieto Do renascer constante, sedento Das águas perenes, correntes Nos rios inteiros, de intensos Gritos de vida, sadia Mensagem de esperança Sempre, sempre renovada…
De novo, agora, antes que amanhã Seja hoje deixado, perdido Entre margens quaisquer, Terras e gentes vencidas, Desertos pungentes na fingida Ânsia do presente distante… Parado está o tempo, pasmado!
Parado, me fecho no tempo, Pasmado, sem vento, sem dia, Sem noite ou luar, nem o sol, Nem jardim de flores a brotar Teimando de vida, nem campo, nem mar… Parado, tempo, jamais me encanto, E cantando, de amor, me invento!
Joaquim do Carmo (a publicar) © (direitos reservados) Foto: reprodução de quadro de Vincent Van Gogh

Feliz é o dia

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Feliz é o dia Que amanhece de bem com as estrelas!
Vem de braço dado com a lua, Madrugada fora, Dar boas vindas à estrela maior! Traz na bagagem sonhos, Anseios, projectos, Quiçá vidas se gerando!
Promete sorrisos infindos E, receando cuidados, canseiras ou dores Avança, corajoso, o passo decidido! Beija cada instante, apaixonado, Da vida respirando-se, encantando-se…
Feliz é o dia Que quase no fim, quase recomeço, De volta ao reino dos sonhos Cansado, anoitece mas… … sempre amanhecendo!
Feliz é o dia, inteiro!…
Joaquim do Carmo (a publicar)
Foto “Blue Stars”, de Joana Carmo

Amores perfeitos - uma história quase de gente

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Era uma vez um jardim, uma flor e um jardineiro. Um jardim com muitas flores, o ano todo, todas as estações do ano, cada ano. Uma flor, um amor-perfeito, uma entre tantas mas, afinal, única!

Emanuel era um jardineiro cuidadoso que, apesar dos seus naturais limites, não poupava no carinho com que tratava todas as maravilhas do seu jardim. Esmerava-se nas suas canseiras, fizesse sol ou chuva, calor ou frio, para que nada faltasse às suas crias como, ternamente, lhes chamava. Todas as manhãs, ao cantar do galo, era vê-lo apressado para chegar antes dos primeiros raios de sol e, brilhantes ainda das gotas do orvalho, poder deleitar-se com a beleza das pétalas coloridas, entre a verdura refrescante dos canteiros.

Tudo fluiria sem outro sobressalto para além dos humores da natureza, não fora o jardineiro ter elegido, entre todas aquelas flores igualmente belas, um amor-perfeito que se encolhia, tímido, a cada um de seus especiais carinhos, de seus olhares apaixonados – era de paixão que se tr…