Nas Entrelinhas do Tempo (fragmento)



"... O rio, de águas cristalinas, mostrava-se paciente e submisso às pancadas, mais ou menos violentas com que as lavadeiras, com as peças de roupa maiores, agitavam a corrente. A meio da encosta verdejante, da boca de uma mina que lhe dava o nome, ele assomava à luz do dia, sonolento, a espreguiçar-se pelo vale, indiferente às voltas a que seria obrigado para alimentar o lavadouro público. (...)"

Joaquim do Carmo (excerto de um conto a publicar no livro "Nas Entrelinhas do Tempo"

Imagem do quadro de Vincent van Gogh, "By the Seine"

Comentários

ania disse…
Nem todos conseguem, com palavras, pintar uma tela em nossa imaginação, mas vc o fez de um jeito lindo...encantou-me com seu talento, sua sensibilidade...parabéns! abraços, ania...
Ibel disse…
gostei da descrição.
CÉU disse…
Um rio personificado, que de "lábios risonhos e pacientes", estende os "braços", em jeito de dádiva e alguma preguiça, importando-se pouco, ou mesmo nada, com uma das suas funções.
Escreve e pontua muito bem, Joaquim do Carmo!
Abraço.

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