13 de novembro de 2010

PAI, querido Pai, SEMPRE

tivesse eu asas, Pai
e o firmamento não teria fronteiras
HOJE

como ontem, amanhã, SEMPRE!
chegaria lá, lá onde estás,

(não sei onde é mas... sei que estás bem,
como merece o melhor Pai do mundo!)

para te dar um beijo
e um abraço do tamanho desse mundo:
e dizer-te como ele, tão grande,
é tão mais pequeno
que o quanto ainda te amo,
cheio de saudade!





mando a “Borboleta”

que pode voar:

… até sempre, até já, PAI!





5 de novembro de 2010

eu não sei



Eu não sei de destino, de fado, de vida,
Eu não sei de mentira, eu não sei de verdade,
Eu não sei nem de encantos de felicidade,
Eu não sei nem de amor nem de mágoa sentida!

Eu não sei de sorriso, alegria perdida,
Eu não sei de tristeza, eu não sei de saudade,
Eu não sei estar inteiro, tampouco metade,
Eu não sei de regresso, eu não sei de partida!

Eu não sei mais de claro e escuro na cidade,
Eu não sei de teus olhos, de luz prometida,
Eu não sei de desejo, nem se paixão arde!

Eu não sei da palavra que meu canto invade,
Eu não sei do silêncio, da folha caída,
Eu não sei de esperança: É cedo?... É tarde?...


Foto dos Olhares da Ju (http://olhares.aeiou.pt/juaninha8)

1 de novembro de 2010

amor infindo


De teus lábios
Delícias
Me sustentam

De teus cantos
Carícias
Me embriagam

De teus olhos
Estrelícias
Me iluminam


Em mim, por ti,
Em nós, floresce
Amor infindo.

dos meus "Versos de Cor"

Foto da Net

25 de outubro de 2010

vi em teus olhos



Vi em teus olhos
De luz vestidos
Doce promessa
De primavera


E … desfolhei-me
Por seus encantos! 


(dos meus "Versos de Cor")


Foto: Imagens Google

16 de outubro de 2010

dez réis de esperança

Se não fosse esta certeza 
que nem sei de onde me vem,
 
não comia, nem bebia,
 
nem falava com ninguém.


Acocorava-me a um canto,
 
no mais escuro que houvesse,
 
punha os joelhos à boca
 
e viesse o que viesse.


Não fossem os olhos grandes 
do ingénuo adolescente,
 
a chuva das penas brancas
 
a cair impertinente,


aquele incógnito rosto,  
pintado em tons de aguarela,
 
que sonha no frio encosto
 
da vidraça da janela,


não fosse a imensa piedade 
dos homens que não cresceram,
 
que ouviram, viram, ouviram,
 
viram, e não perceberam,


essas máscaras selectas,  
antologia do espanto,
 
flores sem caule, flutuando
 
no pranto do desencanto,


se não fosse a fome e a sede 
dessa humanidade exangue,
 
roía as unhas e os dedos
 
até os fazer em sangue.


António Gedeão


Foto: "É sol", Olhares da Gui (http://olhares.aeiou.pt/GuiOliveira)