18 de julho de 2011

Olhares que gritam


Os silêncios só incomodam quando, ruidosos, abafam o que deve ser dito… fora isso, são tão importantes como quaisquer sons!

Serão pausas, às vezes e outras – ai, tantas! – momentos de partilha do que não se consegue dizer por palavras e, então, se grita num olhar…!

Foto: “Um olhar…” de Ju (http://olhares.aeiou.pt/juaninha8)

7 de julho de 2011

A minha estrela


Oh bela estrela que, doce, me guia
Em breves passos, caminho adiante,
És luz que brilha, por todo o meu dia
E não se apaga, na noite, um instante!

O sol raiando para mim, não via
Pois, de meus olhos, estavas distante;
Mas eis, te vi, nesta vida, antes fria,
Um novo calor emergiu, vibrante!

Que sei da vida, pois se me esvazia
Sentindo, embora, um viver mais constante?
Não sei da noite pois só vejo dia!

Cantar, quisera mas, não sei que cante
Tal que traduza, qual sinto, a alegria:
Meus pobres versos não dizem bastante!

Foto: Google Imagens

21 de junho de 2011

Saudade



De que me serve esta vida
Longe de ti, meu amor,
Se alegrar-me gera a dor,
Se sorrir me faz ferida?

De que me serve, num grito,
Chamar por ti, com ardor,
Se não tenho o teu calor,
Se não vens valer-me, aflito?

De que me serve a saudade
E as chagas de seus espinhos:
A tristeza, a solidão?

Como sentir felicidade
Se não tenho teus carinhos
E é longe o teu coração?

Foto: “Esticão”, de Gui Oliveira (http://olhares.sapo.pt/esticao-foto1955774.html)

Amigos
Vou estar ausente por alguns dias, perdoem não vos visitar com assiduidade.
Deixo-vos com um dos primeiros sonetos que escrevi, em 1974.
Até Julho!