24 de novembro de 2011

"Quase"


“Quase”…

… no desfiar dos dias, momento que nos pode separar do tudo ou do nada!

… sob a ditadura do relógio, instante que une o antes e o depois e torna presente ou ausente o agora!

… em luta pela afirmação da pessoa, impulso que permite ou impede de escolher e, então… então ser ou não ser!

… na aventura da vida, lapso de espaço ou de tempo que resiste entre sermos participantes ou meros espectadores do movimento nesse espaço e do devir desse tempo!

“Quase”… no limiar do risco, o risco de ser ou… “apenas” viver!…

A foto, “Lost in time” é da Joana (http://olhares.aeiou.pt/lost_in_time_foto1679532.html)

5 de novembro de 2011

Estrelas de Outono


Folhas secas e amarelas
A cair, leves, no chão,
Trazem segredos que o Verão
Contou, de ti, às estrelas
Quando, amor, no meio delas
Brilhavas e teu clarão
Lhes dava a doce ilusão
De serem flores, das mais belas!
De teu sorriso, a alegria,
De teu olhar a esperança
Que ao peito dá confiança
E à noite a luz, que nem dia
Elas me falam; mas, fria,
A aragem do vento dança
E, humedecendo a lembrança,
Lhes torna a vida sombria!
E as saudades do luar
De Agosto, nas noites claras,
Das praias que iluminaras
Com teus olhos cor de mar,
Já só lhes deixam sonhar
Que as alegrias, tão caras
E, agora, mais e mais raras,
Desse tempo hão-de voltar!
Foto: Google Imagens

9 de outubro de 2011

Sob o frio vento norte


Sob o frio vento norte,
Pelo montado, à tardinha,
Te encontrei e, amada minha,
Abrigado em teu regaço,
Ultrapassei meu cansaço
E, aos céus, louvei por tal sorte!
Foto de Olhares da Gui (http://olhares.aeiou.pt/foto1447819.html

30 de setembro de 2011

Assim... Assim...



Em tempo de ser
Que não sente
Ou espera, assim
O presente
Ausente
Brinca: assim!

Neve que se esvai
Persistindo
Muito alva, assim
Ao calor
Derrete,
Finge: assim!

Lágrimas de dor
Da partida
Dolorosa, assim
Nossa vida
Amada
Teima: assim!

Assim, assim
Persiste na essência,
Sente a natureza!

Assim, assim
Rouba, da alegria,
Doce canto à vida!

Foto "Conjuntos", de Quicas, pelos jardins da Gulbenkian - Lisboa http://olhares.aeiou.pt/conjuntos_foto4326790.html

23 de setembro de 2011

No sono da Lua


No sono da Lua
Quando, em longas e escuras noites, aturdido pelo sono da Lua, a fragilidade arrepia meu corpo, vale-me a coragem de acreditar que o amanhã poderá ser fonte de renovada esperança!...
Penso na Lua ausente que, em seu enigmático despertar, sempre persiste, vencendo as fases que a apagam no firmamento ou as nuvens que a escondem dos humanos olhares.
Amiga, ela sempre volta, nas noites de luar, brilhante, bem cheia da luz roubada ao astro-rei, em viagem pelo outro hemisfério, a iluminar os corações apaixonados, encantando-lhes os sonhos!
Perdidos nesses encantos, os amantes, enlevados, já não querem voltar a acordar!... Como eles, embalado no mesmo aconchego, também eu me esqueço do tempo, se é noite, se é dia… pressinto eternidade!...
Foto da net