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A mostrar mensagens de 2014

À melhor professora do mundo

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Escondem seus cabelos de perene beleza eterna juventude, que os anos não passam em vida generosa, dedicada, apaixonada!
Na memória do aluno, intocável e grata, palavras que gritam: Obrigado, professora:
pelo saber, pela entrega, pela generosidade, pela vida partilhada...
Vida que mudou minha vida para sempre, jamais a esquecerei: hoje, como então, é luz que guia meu caminho!
Joaquim do Carmo
Poema escrito em 12 de Julho de 2014 a pedido do amigo Jose Maria Lessa em homenagem à sua professora primária que reencontrou ao fim de várias décadas. Foto da net (autor desconhecido)

Para lá de muito longe

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Seria um dia como qualquer outro, não fora nada se passar de importante. O tempo, as árvores, as gentes, tudo parecia igual: era um dia mais, ou menos, conforme o ponto de vista – e que diferença faria!

Na aparente quietude, um gesto, um sorriso, um olhar, algo que pudesse fazer a diferença, nada: em vão a procura, a impaciência do murmúrio ou o total silêncio, o arrepio face ao imprevisto… (afinal, não era outro dia?!) nada.

Preparado para enganar o devir, instalado no espanto e na incerteza, dei por mim a pensar que, enfim, algo poderia acontecer nesse dia e eu, ainda mais espantado, podia ser parte do acontecimento: bastaria regressar de onde andava, estar no momento que me passava ao lado, fazer perto de mim o longe da ausência… e ser."

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Salvador Dali

... de volta ao futuro!

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(...) Nessas longas caminhadas, imerso nas mais estranhas divagações, surpreendias-te aterrorizado no meio de um capim já quase familiar, sobrevivendo, nem sabias como, à mais terrível das emboscadas, vinte e um anos, quase imberbes, suspensos de um golpe de sorte – “ainda” não tinha chegado a tua vez: talvez estivesse já ali, ao findar de um mês demasiado próximo, a menos que te aventurasses “a salto” além da fronteira.

Tudo adiado, tudo em jogo, talvez! Futuro… que futuro?! “Um dia de cada vez” era a frase mais ouvida entre os iguais, sempre com a ténue esperança de que fossem poupados. Quem sabe a tal madrugada chegava, sem aviso prévio, como só poderia ser! (...)

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (excerto - a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Vincent Willem van Gogh

AMOR SEM NOME

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De eloquentes silêncios, suspenso, testemunho de momentos indesmentíveis, numa partilha sem limites, existe!...
Aos lunares humores, indiferente, ao invés seu aliado, fiel e constante em cada noite, cada dia, resiste!...
Alimenta alegrias, não saudades, tem no presente sua força, irresistível, em cada abraço, cada beijo, insiste!...
Vai muito além do que vêem os olhos, mais do que a pele, toca a alma, sabedoria, em cada gesto, cada olhar, persiste!...
Joaquim do Carmo (a publicar) Foto "Hunging over a red love" de Joana Do Carmo  © (direitos reservados)

... novo livro germinando!

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Foto "Enlightened" de Joana do Carmo
Apresento-vos hoje um pequenino "momento" do que poderá vir a ser o meu próximo livro...

"Partia em busca do sítio remanso que, noite após noite, habitava seus sonhos inquietos e vazios: haveria que trazer, de novo, brilho aos seus dias, agora tão sombrios e confusos; haveria que recuperar para si aquela alegria que transfigurava os seus olhos, agora tristes e, tantas vezes, ninho de lágrimas, em rios de cristalina e contagiosa felicidade; haveria que reinventar o calor de suas fiéis e desinteressadas amizades e o carinho revigorante de suas paixões mais sinceras."

Joaquim do Carmo, excerto de "Nas Entrelinhas do Tempo", (a publicar)
© (direitos reservados)

Devagar que tenho pressa!

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Sempre às voltas com o “problema” tempo, sou levado a pensar que a solução estará tão dentro, tão dentro que, por mais que queira, não a vislumbro! Ou, talvez, tão à vista, tão ali ao pé, tão a jeito de quem queira, efectivamente, resolver que é possível que a chave esteja “aí”, no… “querer”!
Que o conceito de tempo leva “tempo” a discutir, parece-me evidente; que tudo se complica se, ao tentar compreender este, aparecem outros mais – por exemplo o de posse: “ter”… “agarrar”… – e não estaremos senão a tentar “explicar” o momento, pressupondo que, pelo menos metodologicamente, tal abordagem “toca” algo compreensível… “Tocá-lo”, “agarrá-lo”… será desafio talvez mais aliciante que tentar “compreendê-lo”… mesmo arriscando “perdê-lo”… de vez! “Tê-lo” presente, no presente porém, ininterruptamente, passando… … depressa? Devagar? … Sem dúvida, o “seu”…! (… tempo, obviamente!)
(pausa para “ganhar tempo”!?)
Foto " # ", de Gui Oliveira, in Olhares
Sem que alguma vez me tenha faltado “te…

BOM ANO!

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