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Para escutar...

Pedra e água... assim!

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"Pedra e água... assim! Saltitam reflexos de alma líquida, brilhante, um azul esverdeado de esperança
ondulando ao vento suave mas... persistente, teimoso sobre a dureza desafiante das pedras...

'Assim' os dias, o dia-a-dia, com o mar ao fundo nos convidando ... a navegar!"


Joaquim do Carmo (a publicar) Foto da Joana do Carmo (maravilhosas, a filha e a foto)

"A Hora da Poesia" com o "Amanhecer pelo fim da tarde"

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Cinco anos após o seu lançamento, eis que o meu "Amanhecer pelo fim da tarde" ganha nova vida, agora através da amiga Conceição Lima, no programa "A Hora da Poesia", da Rádio Vizela! Aqui deixo a ligação ao dispor d@s amig@s que não temham podido seguir a emissão e/ou pretendam ouvir mais atentamente:
https://www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-11-04-2018-joaquim-do-carmo/



Abraços. Joaquim do Carmo

SORRISOS

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Sorrisos

Sentei meus olhos no crepúsculo, esse cantinho onde se escondem os dias... cansados!
Vi entre as nuvens reflexos do dia: imagens, sons, gestos... gravados!
Esses raios de sol alaranjados, promessa de amanhã renascido, adormeceram!
Restavam os sorrisos do dia, persistentes, corajosos, para embalar... os sonhos!
Joaquim do Carmo (a publicar)
(imagem de "O Tempo das Palavras")

UM AMOR COMO O NOSSO

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Era de sonho a visão de seus cabelos, soltos ao vento, deslizando suavemente pela praia, o mar brilhando nos seus olhos, ao som dos alegres e estridentes gritos das gaivotas em voos rasantes, anunciando o fim da tarde! Era doce o olhar que lhe lançava quando, embevecido, parava no tempo e pedia que esse presente se eternizasse e, pleno de felicidade, ganhasse o amanhã de cada dia de suas vidas! Era terna melodia o som da sua voz quando, às suas juras de amor, respondia, com matreiro e deleitado sorriso, “meu doce mentiroso”! Era de luz o rasto que deixava, caminhando ao luar, nas quentes noites de Agosto! Era um hino ao amor cada momento de ternura e carinho, cada beijo, cada encontro, ansiado como se fosse o último, vivido sempre intensamente como se o primeiro!
Qual conto de fadas, história de encantar a que ninguém augurava longa vida, talvez só pelo sentimento de inveja que despertavam, sempre bem juntinhos, mãos dadas desafiando o futuro, o incerto, toda e qualquer contrariedade, feli…

PERGUNTA-ME

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"Pergunta-me  se ainda és o meu fogo se acendes ainda o minuto de cinza se despertas a ave magoada que se queda na árvore do meu sangue
Pergunta-me se o vento não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago repousaram a fúria e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me se te voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das pontes enevoadas e se eras tu quem eu via na infinita dispersão do meu ser se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruindo a folha rasgada na minha mão descrente
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer "
Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho' Foto: Reprodução de um quadro de Tim Parker

BOM DIA, MEU AMOR

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"BOM DIA, MEU AMOR * Acordo-me. Acordo-te. Sorrio. E sobre a tua pele que a minha adora, navega o meu desejo, esse navio que sempre parte e nunca vai embora. E como um animal uivando o cio de um milénio, um mês ou uma hora, não sei se morro ou vivo, ou choro ou rio, só sei que a eternidade é o agora. E calam-se as palavras, uma a uma, feitas de sal, saliva, dor e espuma, com a exacta dosagem da alegria. Bom dia, meu amor! O teu sorriso é tudo o que me falta, o que eu preciso para acender a luz de cada dia." * Joaquim Pessoa
Foto de Borisov Dmitry (2011)

O que o teu amor me dá...

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"O que o teu amor me dá:
a pérola no centro,
a exacta e pequena pérola
por onde a luz se esvai,
num fechar de olhos,
entre nós.
E o riso tão inesperado
nesse campo de cansaço
em que o repouso
cresce, trazendo a razão
aos braços da loucura.
Os teus olhos onde
os meus mergulham, lago
manso da tarde que
empurramos, à janela,
até o dia inteiro
ser madrugada.
E ver-te acordar, como
o brilho que salta de antigas
colinas e se espalha
por frescos lençóis de
onde te roubo, abrindo
a manhã.
Nuno Júdice, in O ESTADO DOS CAMPOS (P. D. Quixote, 2003) Imagem: Reprodução de quadro de Henri Matisse, Pinterest

Hoje é Domingo e... a contagem continua!

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SONETO
Amor desta tarde que arrefeceu  as mãos e os olhos que te dei;  amor exacto, vivo, desenhado  a fogo, onde eu próprio me queimei; 
amor que me destrói e destruiu  a fria arquitectura desta tarde  – só a ti canto, que nem eu já sei  outra forma de ser e de encontrar-me. 
Só a ti canto que não há razão  para que o frio que me queima os olhos  me trespasse e me suba ao coração; 
só a ti canto, que não há desastre  de onde não possa ainda erguer-me  para encontrar de novo a tua face. 

© EUGéNIO DE ANDRADE  In Os Amantes sem Dinheiro, 1950

Invento-te nas manhãs claras...

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"Invento-te nas manhãs claras dormindo ainda em sonhos liquefeitos.
Arredondo os braços que procuram as noites inventadas à procura de outro tempo. O manto da minha aurora cobre os segredos proibidos de uma casa que não é tua. O meu peito é agora um planalto onde as nascentes secaram matando de sede todas as flores por nascer. Não nasceram flores, nasceram cactos, continentes de água, que guardam as flores esquecidas entre dunas. E invento-te nos lábios das ondas que pronunciam o teu nome no sibilar sussurrante da espuma . Inventar-te-ei ainda quando o nevoeiro te esconder nos lençóis da noite ou no regaço da bruma . Serei os olhos das estrelas, caindo na tua face uma a uma."
Manuela Barroso, " Eu Poético III "
Foto: "Forbidden paradise", Mira Nedyalkova

Promessa

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Aproxima-se o 43º. aniversário do meu casamento! Até lá, irei publicar um poema por dia! Dia 1 de Março, espero publicar um inédito meu! Hoje,



"Promessa És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante, Em que é pleno e perfeito cada instante."
Sophia de Mello Breyner Andresen in "Antologia", Circulo de Poesia Moraes Editores, 1975 Foto: "Spring has sprung" - Joana Do Carmo

Montanha

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São muito raros os meus 'intervalos', na rotina de dias cansados e, mesmo assim, felizes, com que a vida me tem presenteado! Nesses momentos, descansados e despretensiosos, o papel joga ao esconde-esconde com a pena, um jogo intermitente que, não fora a persistência da pena
- ou será do 'esconderijo'?! Não sei mas... também não vem para o caso! -
sim, persistência, o papel jamais mudaria de aspecto, tão pálido tem andado há demasiado tempo! E aquela indecisão no alinhar das palavras, poesia, prosa, coisa nenhuma... bem, hoje, como tantas outras vezes, só Sophia para me ajudar a escalar a 'Montanha'!
E partilho-a convosco:
"MONTANHA
Vi países de pedras e de rios Onde nuvens escuras como aranhas Roem o perfil roxo das montanhas Entre poentes cor-de-rosa e frios
Transbordante passei entre as imagens Excessivas das terras e dos céus Mergulhando no corpo desse deus Que se oferece, como um beijo, nas paisagens."
Sophia de Mello Breyner Andresen, "Poema…

13 de Junho de 1948 - Carolina

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Entre o tear e a cozinha, a vida de Carolina corria ligeira, feliz, louvando a riqueza de um lar onde se respirava amor verdadeiro, alento para as dificuldades próprias de tudo o que começa, dia-a-dia realizando sonhos, pequeninos para quem tudo tem, imensos para quem do pouco se habituou a fazer muito!
No quinteiro, as cordas de secar a roupa enfeitavam-se de coeiros lavados de fresco no lavadouro das Corgas, alvos e brilhantes de envergonhar o Sol. Há meses que, lenta e muito alegremente, a casa por detrás das ‘Alminhas’ se enfeitava de Primavera, mais florida que jamais alguma outra, preparando a vinda do primogénito.
Na véspera, o dia tinha sido um não mais acabar de dores a ponto de, temendo estar próxima a hora, a Ti Linda do Rendeiro já ter ido a correr chamar a parteira para a filha, não fosse o neto aparecer sem dar tempo para mais preparação!
- Oh minha filha, tem calma e paciência, ‘inda tens para a noite toda, tenta descansar e logo me chamas de volta, afirmou a Ti Silvin…

Mais um dia...

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1 de Março de 2016... 41 anos de AMOR!
Mais um dia...
Mais um dia, uma vida, sonho lindo, aventura!
Teu sorriso, esse olhar, encanto, formosura!
Tua mão, minha mão, um só gesto: ternura!
Nossos beijos e abraços, partilhada doçura!
Mais um dia... uma vida de indelével ventura!
Joaquim do Carmo (a publicar) Foto: "Shadows of love", de Joana Do Carmo

Nas Entrelinhas do Tempo (fragmento)

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"(...) No firmamento aparecia a estrela da tarde, piscando o olho à lua, em crescendo, jogando às escondidas com a luz do poente, alaranjada e serena, cedendo o caminho, cansada, a novos passageiros celestiais: outras vidas, outras crenças, outras luzes, outros cantos… a calma da noite rompendo do espaço, tão imponente como o dia se instalando, agora, por outras paragens, senhora dos silêncios reconfortantes, colo para os coaxares refrescantes no leito dos pântanos ou margens das lagoas: as rãs estavam lá, bem perto da tarde esquecida, lembrando-lhe o seu fim, condição de perenidade... "

Joaquim do Carmo
Excerto de conto a publicar no "Nas entrelinhas do tempo"
Imagem: Van Gogh, "The Starry Night"

Nas Entrelinhas do Tempo (fragmento)

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"... O rio, de águas cristalinas, mostrava-se paciente e submisso às pancadas, mais ou menos violentas com que as lavadeiras, com as peças de roupa maiores, agitavam a corrente. A meio da encosta verdejante, da boca de uma mina que lhe dava o nome, ele assomava à luz do dia, sonolento, a espreguiçar-se pelo vale, indiferente às voltas a que seria obrigado para alimentar o lavadouro público. (...)"
Joaquim do Carmo (excerto de um conto a publicar no livro "Nas Entrelinhas do Tempo"
Imagem do quadro de Vincent van Gogh, "By the Seine"

Chamar teu nome...

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Chamar teu nome, olhar os olhos teus, Amor de sempre, bela flor de mar, É terno ensejo, uma bênção dos céus,  Qual melodia, ditoso cantar!
Beijar teus lábios, colados aos meus, Contigo, inteira, os dias partilhar, Calar o tempo, sem fim nem adeus, É nobre dita, destino sem par!
Anos e anos passados, enfim, Os nossos passos testemunham quanto Amor, sincero, nos mantém assim:
Nos dias todos, grávidos de espanto, Do alvor ao sol-pôr, o teu e o meu sim Gritam, da vida, o seu mais doce encanto!
Joaquim do Carmo
Imagem: Tim Parker, Abstract Figure Painting 2010

À melhor professora do mundo

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Escondem seus cabelos de perene beleza eterna juventude, que os anos não passam em vida generosa, dedicada, apaixonada!
Na memória do aluno, intocável e grata, palavras que gritam: Obrigado, professora:
pelo saber, pela entrega, pela generosidade, pela vida partilhada...
Vida que mudou minha vida para sempre, jamais a esquecerei: hoje, como então, é luz que guia meu caminho!
Joaquim do Carmo
Poema escrito em 12 de Julho de 2014 a pedido do amigo Jose Maria Lessa em homenagem à sua professora primária que reencontrou ao fim de várias décadas. Foto da net (autor desconhecido)

Para lá de muito longe

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Seria um dia como qualquer outro, não fora nada se passar de importante. O tempo, as árvores, as gentes, tudo parecia igual: era um dia mais, ou menos, conforme o ponto de vista – e que diferença faria!

Na aparente quietude, um gesto, um sorriso, um olhar, algo que pudesse fazer a diferença, nada: em vão a procura, a impaciência do murmúrio ou o total silêncio, o arrepio face ao imprevisto… (afinal, não era outro dia?!) nada.

Preparado para enganar o devir, instalado no espanto e na incerteza, dei por mim a pensar que, enfim, algo poderia acontecer nesse dia e eu, ainda mais espantado, podia ser parte do acontecimento: bastaria regressar de onde andava, estar no momento que me passava ao lado, fazer perto de mim o longe da ausência… e ser."

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Salvador Dali

... de volta ao futuro!

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(...) Nessas longas caminhadas, imerso nas mais estranhas divagações, surpreendias-te aterrorizado no meio de um capim já quase familiar, sobrevivendo, nem sabias como, à mais terrível das emboscadas, vinte e um anos, quase imberbes, suspensos de um golpe de sorte – “ainda” não tinha chegado a tua vez: talvez estivesse já ali, ao findar de um mês demasiado próximo, a menos que te aventurasses “a salto” além da fronteira.

Tudo adiado, tudo em jogo, talvez! Futuro… que futuro?! “Um dia de cada vez” era a frase mais ouvida entre os iguais, sempre com a ténue esperança de que fossem poupados. Quem sabe a tal madrugada chegava, sem aviso prévio, como só poderia ser! (...)

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (excerto - a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Vincent Willem van Gogh

AMOR SEM NOME

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De eloquentes silêncios, suspenso, testemunho de momentos indesmentíveis, numa partilha sem limites, existe!...
Aos lunares humores, indiferente, ao invés seu aliado, fiel e constante em cada noite, cada dia, resiste!...
Alimenta alegrias, não saudades, tem no presente sua força, irresistível, em cada abraço, cada beijo, insiste!...
Vai muito além do que vêem os olhos, mais do que a pele, toca a alma, sabedoria, em cada gesto, cada olhar, persiste!...
Joaquim do Carmo (a publicar) Foto "Hunging over a red love" de Joana Do Carmo  © (direitos reservados)

... novo livro germinando!

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Foto "Enlightened" de Joana do Carmo
Apresento-vos hoje um pequenino "momento" do que poderá vir a ser o meu próximo livro...

"Partia em busca do sítio remanso que, noite após noite, habitava seus sonhos inquietos e vazios: haveria que trazer, de novo, brilho aos seus dias, agora tão sombrios e confusos; haveria que recuperar para si aquela alegria que transfigurava os seus olhos, agora tristes e, tantas vezes, ninho de lágrimas, em rios de cristalina e contagiosa felicidade; haveria que reinventar o calor de suas fiéis e desinteressadas amizades e o carinho revigorante de suas paixões mais sinceras."

Joaquim do Carmo, excerto de "Nas Entrelinhas do Tempo", (a publicar)
© (direitos reservados)

Devagar que tenho pressa!

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Sempre às voltas com o “problema” tempo, sou levado a pensar que a solução estará tão dentro, tão dentro que, por mais que queira, não a vislumbro! Ou, talvez, tão à vista, tão ali ao pé, tão a jeito de quem queira, efectivamente, resolver que é possível que a chave esteja “aí”, no… “querer”!
Que o conceito de tempo leva “tempo” a discutir, parece-me evidente; que tudo se complica se, ao tentar compreender este, aparecem outros mais – por exemplo o de posse: “ter”… “agarrar”… – e não estaremos senão a tentar “explicar” o momento, pressupondo que, pelo menos metodologicamente, tal abordagem “toca” algo compreensível… “Tocá-lo”, “agarrá-lo”… será desafio talvez mais aliciante que tentar “compreendê-lo”… mesmo arriscando “perdê-lo”… de vez! “Tê-lo” presente, no presente porém, ininterruptamente, passando… … depressa? Devagar? … Sem dúvida, o “seu”…! (… tempo, obviamente!)
(pausa para “ganhar tempo”!?)
Foto " # ", de Gui Oliveira, in Olhares
Sem que alguma vez me tenha faltado “te…

BOM ANO!

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O Menino vem!

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O Menino vem... sempre, ano após ano, dia após dia, apesar de tantas vezes, demasiadas vezes, vivermos afastando-nos d'Ele, negando-O repetidamente!
Mas vem e, porque é cheio de misericórdia, continuará a vir, para todos e, especialmente, para todos os de boa vontade!
Sejamos desses para, em verdade, podermos celebrar o Natal em paz, com alegria, tornando-nos, como Ele, pequeninos!


FESTAS FELIZES para todos e o meu sincero agradecimento aos amigos que aqui voltaram já, neste recomeço, deixando seus comentários e votos de boas festas!

Sobressalto

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(...) Passeavas-te, desapercebida, num rumo feito de imprevistos e surpresas, umas agradáveis, outras difíceis e indesejáveis. Enfunavas teus vestidos ao vento, soltos e atrevidos, quais velas enfrentando o desconhecido, em viagem sem começo e sem fim programado, ao sabor da corrente. Não davas pelo tempo, eras toda movimento e no baloiço das ondas desafiavas o destino, sem medo nem ansiedades controladas! No horizonte desdobravam-se reflexos coloridos, desafiantes, atraentes, convidativos…
De repente, como se batida por inusitada ventania, despertaste para a tua solidão, navegando uma dúvida impertinente e dolorosa: fora sonho ou pesadelo? (...) © Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (excerto de texto - a publicar)
© Foto: "Ragging Waters" de Joana do Carmo

O Grão de Areia

era uma vez um ínfimo grão de areia
um daqueles triliões e triliões que, por ali, na fronteira entre terra e mar, se unem qual tapete dourado, jogando às escondidas com o sol, a espuma das águas salgadas, os recantos mais íntimos de enlaçados, descuidados amantes, os castelos que inocentes mãos deixam ao tempo, espelho vivo de contos, histórias de sereias e fadas jamais sonhados...
um daqueles que, qual exército alinhado com o pó, em dura argamassa, enforma casas, estradas ou templos das belas cidades, criações do homem inquieto...
um daqueles que, cavados na costa pelas ondas, ora suaves, ora turbulentas, se deixam embalar no seu vaivém constante, indecisos entre terra e mar...
um desses triliões e triliões prendeu-se de amores pelo vento e, embriagado com a sua leveza, deixou-se levar, ar adentro, numa infinda viagem, quiçá a mais bela, mais longa e misteriosa, buscando a liberdade!...

Joaquim do Carmo
in "Amanhecer pelo fim da tarde",
Lua de Marfim Editora, Abril de 2013




FESTAS FELIZES!

De volta ao Blogger, amigos, hoje para vos desejar FESTAS FELIZES!

Retrato

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Pensamentos se cruzam:
- encontro?!

Silêncios,
ausência presente,
convergência…

um ponto
rubro,
vivo,

no peito!…

Sim!

Joaquim do Carmo, 02/08/2013 (a publicar)
© (direitos reservados)
Foto Fabien Queloz Photography

Irmão, quem?

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Na noite escura,
quanto sofrimento e dor
se esconde que, a Lua, débil,
envolta na nuvem
espessa,
veloz, do vento
forte, assobiando,
a luz não dá
à terra… silenciosa.

Mas, no silêncio, até,
na treva também,
do sofrimento, a voz,
a fúria dos ventos não cala:
e eu oiço!

Está na curva da estrada,
no meio do monte,
além, talvez: é longe, mas é!

É um rosto
cujos olhos choram!…
É um braço
cuja mão estende!…
É um Irmão
que amor a ti pede!

Mas como?!
Eu… dar amor a esse
também,
desconhecido,
de mim nunca visto
mais doente e pobre?!…

Pois, sim: a esse
e, ainda, àquele,
ao outro, igualmente!

Pensa bem: eles são
(não vês tu, porém?!)
Jesus, Jesus Cristo,
a quem dizes:
AMO!…

Joaquim do Carmo (a publicar)
© (direitos reservados)
Foto “http://www.esquerda.net/artigo/portugal-é-o-nono-país-mais-pobre-da-ue”

Um “mar” de lembranças

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Crónicas de verão

- Um “mar” de lembranças

Impávida e serena, a praia resistia na contemplação do horizonte sempre se renovando! Cada manhã, ansiosa da luz prometida de véspera, deixava-se embalar nas ondas refrescantes, retemperadoras após o calor do estio, horas e horas escaldando as areias até às dunas, berço de chorões pacientes, persistentes.
Ali bem perto, escassos, escondidos entre prédios frequentes, alguns jardins tentavam enganar a canícula e, entre tapetes de relva bem tratada, abrigavam frágeis flores que, já longe a Primavera, decoravam a paisagem e perfumavam o ar do Verão abrasador.
A marginal parecia adormecida, saboreando ainda, na ressaca de mais uma refrega com veraneantes sôfregos de sol e água salgada, a calma deixada pelo último pôr-do-sol, tons laranja se reflectindo até onde a vista alcançava, promessa de mais um dia de calor!
No passadiço – moderna investida na imensidão do areal – onde serenos caminhantes haviam desfilado sob a brisa refrescante, procurando rete…

DIA DA MÃE

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Cartas de amor

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Eis o meu livro, para quem ainda não conhece! Tem o preço de capa de €10,00 (dez euros, apenas!)
Se pretender adquiri-lo, tem várias possibilidades:
1 - Contacte-me por email (carmo.joaquim@gmail.com), para combinarmos os detalhes da transacção.
2 - Contacte a Lua de Marfim Editora através do respectivo email: luademarfimeditora@gmail.com
3 - No blogue da Lua de Marfim Editora consulte as livrarias, pelo país, onde são vendidos os livros com a respectiva chancela:
http://luademarfimeditora.blogspot.pt/p/catalogo.html
4 - Consulte a WOOK, através deste link:http://www.wook.pt/ficha/amanhecer-pelo-fim-da-tarde/a/id/14884588
5- Consulte o site Bertrand livreiros através deste link: http://www.bertrand.pt/ficha/amanhecer-pelo-fim-da-tarde?id=14884588

Obrigado!

25 DE ABRIL, SEMPRE!

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25 DE ABRIL, SEMPRE! Do meu livro "Amanhecer pelo fim da tarde", um poema de esperança, apesar de tudo!
DIA DE PORTUGAL
outros mares navegados já, porventura, conhecidos mas, a descobrir: porque outros, porque estranhos, porque de outros, não nossos!
outros tempos, hoje ou amanhã, decerto incertos mas, a viver: porque novos, porque desafios, porque nossos, se quisermos!
outros homens, outros sonhos, outras lutas:
o mesmo Portugal, o de sempre! 

“Amanhecer pelo fim da tarde”

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Lançamento do meu livro “Amanhecer pelo fim da tarde”, dia 13 de Abril de 2013, em Lisboa.
Ainda em Abril, em data e local a anunciar, espero fazer uma apresentação em Braga. Mais adiante, Porto ou Gaia!




Ver CONVITE

Ecos

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De mim inseparável Em momentos de verdade, De paragens que renovam o tempo do “eu”, Em mágicas viagens A recônditos espaços do universo, Que alongam os segundos do hoje Ou se propagam, Quais ecos de amanhãs talvez já vividos, Fonte inesgotável de energia e vivacidade, Íntimo da relação entre mim e eu-mesmo, Tão íntima quanto aberta ao outro, Na partilha de emoções…
Tu, silêncio, falas de mim, por mim, connosco, Em cada poema-feito-grito-tempo-vida!
Como dizes meu sentir… Onde calas meus segredos… Quando cantas meus lamentos…
A ti, poesia… … pressinto a soletrar meus silêncios!
Joaquim do Carmo (a publicar) © (direitos reservados) Foto “Macro Jeans”, de Joana Do Carmo

(intervalos)

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Pasmado é o tempo, inquieto Do renascer constante, sedento Das águas perenes, correntes Nos rios inteiros, de intensos Gritos de vida, sadia Mensagem de esperança Sempre, sempre renovada…
De novo, agora, antes que amanhã Seja hoje deixado, perdido Entre margens quaisquer, Terras e gentes vencidas, Desertos pungentes na fingida Ânsia do presente distante… Parado está o tempo, pasmado!
Parado, me fecho no tempo, Pasmado, sem vento, sem dia, Sem noite ou luar, nem o sol, Nem jardim de flores a brotar Teimando de vida, nem campo, nem mar… Parado, tempo, jamais me encanto, E cantando, de amor, me invento!
Joaquim do Carmo (a publicar) © (direitos reservados) Foto: reprodução de quadro de Vincent Van Gogh

Feliz é o dia

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Feliz é o dia Que amanhece de bem com as estrelas!
Vem de braço dado com a lua, Madrugada fora, Dar boas vindas à estrela maior! Traz na bagagem sonhos, Anseios, projectos, Quiçá vidas se gerando!
Promete sorrisos infindos E, receando cuidados, canseiras ou dores Avança, corajoso, o passo decidido! Beija cada instante, apaixonado, Da vida respirando-se, encantando-se…
Feliz é o dia Que quase no fim, quase recomeço, De volta ao reino dos sonhos Cansado, anoitece mas… … sempre amanhecendo!
Feliz é o dia, inteiro!…
Joaquim do Carmo (a publicar)
Foto “Blue Stars”, de Joana Carmo

Amores perfeitos - uma história quase de gente

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Era uma vez um jardim, uma flor e um jardineiro. Um jardim com muitas flores, o ano todo, todas as estações do ano, cada ano. Uma flor, um amor-perfeito, uma entre tantas mas, afinal, única!

Emanuel era um jardineiro cuidadoso que, apesar dos seus naturais limites, não poupava no carinho com que tratava todas as maravilhas do seu jardim. Esmerava-se nas suas canseiras, fizesse sol ou chuva, calor ou frio, para que nada faltasse às suas crias como, ternamente, lhes chamava. Todas as manhãs, ao cantar do galo, era vê-lo apressado para chegar antes dos primeiros raios de sol e, brilhantes ainda das gotas do orvalho, poder deleitar-se com a beleza das pétalas coloridas, entre a verdura refrescante dos canteiros.

Tudo fluiria sem outro sobressalto para além dos humores da natureza, não fora o jardineiro ter elegido, entre todas aquelas flores igualmente belas, um amor-perfeito que se encolhia, tímido, a cada um de seus especiais carinhos, de seus olhares apaixonados – era de paixão que se tr…

FESTAS FELIZES!

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Desejo a todos os amigos um Santo Natal e um Feliz Ano de 2013!
Tenho estado ausente do vosso convívio, mantendo-me em contacto com alguns através do Facebook. enquanto preparo a edição do meu primeiro livro.
De facto, espero que, dentro de pouco tempo possam, se o pretenderem, adquirir um exemplar de “Amanhecer pelo fim da tarde…” – assim se irá chamar. Informá-los-ei a todos, aqui e no Facebook, esperando a vossa adesão.
Até lá, as minhas saudações amigas a todos!




Delírios

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Em teu colo fiquei preso Beijando, uma a uma, as flores O aconchegando e, as folhas, Verde promessa de amores Dos quais quisera, donzela, Ser, dentre todos, senhor, Em negro fundo, qual tela, Abrigaram meu ardor!
Bem juntinhos nossos corpos Sonhando, dancei contigo, De vida, dança singela; Mas, despertei sem abrigo, Ao dia faltando cores E, de tal noite, a alegria, De tua pele os odores, Teus olhos, luz fugidia.
A noite ao romper do dia E o luar minha candeia, Nos jardins, da primavera, O sol que a ti incendeia E o canto das andorinhas Espreitando a tua janela Entoavam trovas minhas, Rimas de amor, flor tão bela!
Vidas vivas as palavras De rascunhos iludidos, Traços, gritos e gemidos De prazer, louca paixão, No aconchego da emoção Do mais lindo e terno abraço Que ao despertar rouba espaço E aos corpos ganha os sentidos!
Joaquim do Carmo
in"Amanhecer pelo fim da tarde"

Foto “Indefinit reflexions of me” de Ju Oliveira (Joana Carmo) in http://olhares.sapo.pt/indefinit-reflexions…