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A mostrar mensagens de 2018

Para escutar...

SALVE SETENTA!

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'SALVE, SETENTA!'
... é tempo de aproveitar o tempo, jamais perdido se nos encontramos connosco mesmos...
dia-a-dia,
ano após ano!
Foto de 'Quotes and notes'

Pedra e água... assim!

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"Pedra e água... assim! Saltitam reflexos de alma líquida, brilhante, um azul esverdeado de esperança
ondulando ao vento suave mas... persistente, teimoso sobre a dureza desafiante das pedras...

'Assim' os dias, o dia-a-dia, com o mar ao fundo nos convidando ... a navegar!"


Joaquim do Carmo (a publicar) Foto da Joana do Carmo (maravilhosas, a filha e a foto)

"A Hora da Poesia" com o "Amanhecer pelo fim da tarde"

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Cinco anos após o seu lançamento, eis que o meu "Amanhecer pelo fim da tarde" ganha nova vida, agora através da amiga Conceição Lima, no programa "A Hora da Poesia", da Rádio Vizela! Aqui deixo a ligação ao dispor d@s amig@s que não temham podido seguir a emissão e/ou pretendam ouvir mais atentamente:
https://www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-11-04-2018-joaquim-do-carmo/



Abraços. Joaquim do Carmo

SORRISOS

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Sorrisos

Sentei meus olhos no crepúsculo, esse cantinho onde se escondem os dias... cansados!
Vi entre as nuvens reflexos do dia: imagens, sons, gestos... gravados!
Esses raios de sol alaranjados, promessa de amanhã renascido, adormeceram!
Restavam os sorrisos do dia, persistentes, corajosos, para embalar... os sonhos!
Joaquim do Carmo (a publicar)
(imagem de "O Tempo das Palavras")

UM AMOR COMO O NOSSO

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Era de sonho a visão de seus cabelos, soltos ao vento, deslizando suavemente pela praia, o mar brilhando nos seus olhos, ao som dos alegres e estridentes gritos das gaivotas em voos rasantes, anunciando o fim da tarde! Era doce o olhar que lhe lançava quando, embevecido, parava no tempo e pedia que esse presente se eternizasse e, pleno de felicidade, ganhasse o amanhã de cada dia de suas vidas! Era terna melodia o som da sua voz quando, às suas juras de amor, respondia, com matreiro e deleitado sorriso, “meu doce mentiroso”! Era de luz o rasto que deixava, caminhando ao luar, nas quentes noites de Agosto! Era um hino ao amor cada momento de ternura e carinho, cada beijo, cada encontro, ansiado como se fosse o último, vivido sempre intensamente como se o primeiro!
Qual conto de fadas, história de encantar a que ninguém augurava longa vida, talvez só pelo sentimento de inveja que despertavam, sempre bem juntinhos, mãos dadas desafiando o futuro, o incerto, toda e qualquer contrariedade, feli…

PERGUNTA-ME

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"Pergunta-me  se ainda és o meu fogo se acendes ainda o minuto de cinza se despertas a ave magoada que se queda na árvore do meu sangue
Pergunta-me se o vento não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago repousaram a fúria e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me se te voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das pontes enevoadas e se eras tu quem eu via na infinita dispersão do meu ser se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruindo a folha rasgada na minha mão descrente
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer "
Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho' Foto: Reprodução de um quadro de Tim Parker

BOM DIA, MEU AMOR

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"BOM DIA, MEU AMOR * Acordo-me. Acordo-te. Sorrio. E sobre a tua pele que a minha adora, navega o meu desejo, esse navio que sempre parte e nunca vai embora. E como um animal uivando o cio de um milénio, um mês ou uma hora, não sei se morro ou vivo, ou choro ou rio, só sei que a eternidade é o agora. E calam-se as palavras, uma a uma, feitas de sal, saliva, dor e espuma, com a exacta dosagem da alegria. Bom dia, meu amor! O teu sorriso é tudo o que me falta, o que eu preciso para acender a luz de cada dia." * Joaquim Pessoa
Foto de Borisov Dmitry (2011)

O que o teu amor me dá...

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"O que o teu amor me dá:
a pérola no centro,
a exacta e pequena pérola
por onde a luz se esvai,
num fechar de olhos,
entre nós.
E o riso tão inesperado
nesse campo de cansaço
em que o repouso
cresce, trazendo a razão
aos braços da loucura.
Os teus olhos onde
os meus mergulham, lago
manso da tarde que
empurramos, à janela,
até o dia inteiro
ser madrugada.
E ver-te acordar, como
o brilho que salta de antigas
colinas e se espalha
por frescos lençóis de
onde te roubo, abrindo
a manhã.
Nuno Júdice, in O ESTADO DOS CAMPOS (P. D. Quixote, 2003) Imagem: Reprodução de quadro de Henri Matisse, Pinterest

Hoje é Domingo e... a contagem continua!

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SONETO
Amor desta tarde que arrefeceu  as mãos e os olhos que te dei;  amor exacto, vivo, desenhado  a fogo, onde eu próprio me queimei; 
amor que me destrói e destruiu  a fria arquitectura desta tarde  – só a ti canto, que nem eu já sei  outra forma de ser e de encontrar-me. 
Só a ti canto que não há razão  para que o frio que me queima os olhos  me trespasse e me suba ao coração; 
só a ti canto, que não há desastre  de onde não possa ainda erguer-me  para encontrar de novo a tua face. 

© EUGéNIO DE ANDRADE  In Os Amantes sem Dinheiro, 1950

Invento-te nas manhãs claras...

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"Invento-te nas manhãs claras dormindo ainda em sonhos liquefeitos.
Arredondo os braços que procuram as noites inventadas à procura de outro tempo. O manto da minha aurora cobre os segredos proibidos de uma casa que não é tua. O meu peito é agora um planalto onde as nascentes secaram matando de sede todas as flores por nascer. Não nasceram flores, nasceram cactos, continentes de água, que guardam as flores esquecidas entre dunas. E invento-te nos lábios das ondas que pronunciam o teu nome no sibilar sussurrante da espuma . Inventar-te-ei ainda quando o nevoeiro te esconder nos lençóis da noite ou no regaço da bruma . Serei os olhos das estrelas, caindo na tua face uma a uma."
Manuela Barroso, " Eu Poético III "
Foto: "Forbidden paradise", Mira Nedyalkova

Promessa

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Aproxima-se o 43º. aniversário do meu casamento! Até lá, irei publicar um poema por dia! Dia 1 de Março, espero publicar um inédito meu! Hoje,



"Promessa És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante, Em que é pleno e perfeito cada instante."
Sophia de Mello Breyner Andresen in "Antologia", Circulo de Poesia Moraes Editores, 1975 Foto: "Spring has sprung" - Joana Do Carmo