Quão breve, para mim, brilhou o dia,
Quão breve junto a ti fui, um instante,
Tão longa me parece a noite fria
Que nem amor aquece, pois distante!
Quão grande e louca foi minha alegria,
Quão doce e terno o meu viver de amante,
Assim é a tristeza que me guia
Na saudade que, em mim, vive constante!
Oh! Quão ditoso o tempo em que sentia
Meu coração e o teu um só, vibrante
Do amor que, mesmo longe, se irradia!
Pudera revivê-lo agora, errante,
A ti, mulher formosa, eu pediria:
Sê, sempre, a meiga flor que eu ame e cante!
Foto: Forget me not, in http://olhares.aeiou.pt/juaninha8


