Canta, meu coração,
Canta sem fim!
Livre, espalha
Nas asas do vento
Suave
A voz que gritas em mim:
Vem estrelinha, vem,
Sê mensageira,
Leva ao meu bem,
Numa carícia,
Num beijo doce,
Palpitante,
Toda a força que tem
O meu amor,
Mesmo distante,
Feliz, porém,
De achar um ninho,
De sentir, bem vivos,
Ternura e carinho,
Todo o calor
Que meu ser mendiga!
Estende tua mão brilhante
E, generosa,
Toma meu peito,
Sacrário de amor feito:
Pousa-o na rosa
Mais bela, a Formosa
Musa de meus versos
E… enlaça nossos braços!
Joaquim do Carmo


