3 de agosto de 2014

À melhor professora do mundo



Escondem seus cabelos
de perene beleza
eterna juventude, que
os anos não passam
em vida generosa,
dedicada, apaixonada!

Na memória do aluno,
intocável e grata,
palavras que gritam:
Obrigado, professora:

pelo saber,
pela entrega,
pela generosidade,
pela vida partilhada...

Vida que mudou
minha vida para sempre,
jamais a esquecerei:
hoje, como então, é
luz que guia meu caminho!

Joaquim do Carmo

Poema escrito em 12 de Julho de 2014 a pedido do amigo Jose Maria Lessa
em homenagem à sua professora primária que reencontrou ao fim de várias décadas.
Foto da net (autor desconhecido)

14 de junho de 2014

Para lá de muito longe




Seria um dia como qualquer outro, não fora nada se passar de importante. O tempo, as árvores, as gentes, tudo parecia igual: era um dia mais, ou menos, conforme o ponto de vista – e que diferença faria!

Na aparente quietude, um gesto, um sorriso, um olhar, algo que pudesse fazer a diferença, nada: em vão a procura, a impaciência do murmúrio ou o total silêncio, o arrepio face ao imprevisto… (afinal, não era outro dia?!) nada.

Preparado para enganar o devir, instalado no espanto e na incerteza, dei por mim a pensar que, enfim, algo poderia acontecer nesse dia e eu, ainda mais espantado, podia ser parte do acontecimento: bastaria regressar de onde andava, estar no momento que me passava ao lado, fazer perto de mim o longe da ausência… e ser."

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Salvador Dali

28 de maio de 2014

... de volta ao futuro!



(...) Nessas longas caminhadas, imerso nas mais estranhas divagações, surpreendias-te aterrorizado no meio de um capim já quase familiar, sobrevivendo, nem sabias como, à mais terrível das emboscadas, vinte e um anos, quase imberbes, suspensos de um golpe de sorte – “ainda” não tinha chegado a tua vez: talvez estivesse já ali, ao findar de um mês demasiado próximo, a menos que te aventurasses “a salto” além da fronteira.

Tudo adiado, tudo em jogo, talvez! Futuro… que futuro?! “Um dia de cada vez” era a frase mais ouvida entre os iguais, sempre com a ténue esperança de que fossem poupados. Quem sabe a tal madrugada chegava, sem aviso prévio, como só poderia ser! (...)

Joaquim do Carmo in "Nas Entrelinhas do Tempo" (excerto - a publicar)
Foto: Reprodução de quadro de Vincent Willem van Gogh